
No fim as contas, a gente morre de medo. De tantas coisas. Das coisas que podem acontecer, das que podem nunca acontecer, das coisas que podem voltar a ocorrer, e também, daquelas que podem nunca mais acontecer. De perder, de não saber lidar, de decepcionar, de não ser suficiente, de não durar, e até mesmo de acabar. Seja lá do que for. A gente tem medo. Sem deixar transparecer, sem dizer nada. O medo aparece de diversas formas, num olhar, num momento de hesitação, numa palavra que não pôde ser controlada. O medo, sem querer transparece. Nos mostramos fortes o tempo todo, mostramos que aconteça o que for, estaremos prontos para todos os tipos de situações. Estamos dispostos a passar por qualquer obstáculo. E tomamos a frente, estamos lá, de pé, firmes e forte. Até mostramos um sorriso, passando toda a confiança - que nós não temos -. Ouvimos muito “tudo vai ficar bem”, mostramos acreditar nisso. Só que no fim do dia, quando todo esse esforço se torna cansativo demais para continuar, a gente se mostra. E tudo o que a gente tentou esconder, transparece. Porque, por mais que a gente tente esconder, todos nós, morremos de medo.
